
Recebemos nesta terça-feira (7), pelos Correios, a bela e muito bem escrita Mensagem de Páscoa de autoria do escritor potengiense (residente em Natal) José Ferreira da Rocha, que diz o seguinte:
“Jesus, o inocente e justo, foi julgado, entre criminosos, e com falsas testemunhas. Cristo, em silêncio, foi levado ao Sacrifício. Junto à Cruz, as estrelas se confundiram; a terra tremeu; a noite encerrou o dia, o véu do Templo se rasgou.
Jesus não manifestou Sua majestade e suspenso, entre o Céu e a Terra, experimentou uma imensa solidão. Páscoa não é mero Rito litúrgico ou Celebração cultual. Toda a vida é Páscoa, é Passagem, é Trânsito. Páscoa é esperança de vida plena, amor total, verdade completa, baseada no triunfo de Cristo sobre os infernos da natureza humana, sobre as dores devidas e indevidas.
Antes da Ressurreição, a Cruz era símbolo de horror, de rejeição e de repugnância. Após a Ressurreição, Ela se tornou a maior honra, o maior trunfo, o maior signo de salvação. Cruz é radicalidade de uma amor capaz de tudo.
Ela não é morte nem finitude, Ela é força transformante. É pela Cruz que se chega a luz – Per Crucem Ad Lucem. Não se deve ver na Cruz um castigo, mas uma missão confiada. Lux In Cruce, Requies In Cruce, Gaudium In Cruce.
O túmulo está vazio, Jesus Ressuscitou! E, nesse Laetissimum Spatium, onde ressoou, pela primeira vez, o anúncio do fim do fracasso, Eu também, ressuscito com Ele. para os desafios do viver cristão; ressuscito, com Ele, para entrar na Barca, empunhar os remos, içar as velas, e lançar-me ao mar do Mundo, que Ele me entrega por herança.
Enfim, ressuscito para a vida dos mistérios; ressuscito para os segredos do Sagrado; ressuscito para o Absoluto de Deus, “como luz que brilha, em lugar escuro, até que surja a estrela da manhã”.
Feliz Páscoa!
