Vamos divagar? Então, pronto. A felicidade realmente existe ou é apenas um engodo?

Por Santo Tito

Vamos tracejar uma linha no nosso dia-a-dia. O protagonista pode ser este colunista. E aí vejamos o seguinte: As águas da Barragem Campo Grande por alguns dias esteve prestes a cruzar o anteparo que segura o liquido do Rio Potengi até que, com as chuvas, ela retornasse ao seu leito e, livre, seguisse até ao oceano. Entretanto, aquilo que poderia se transformar em alegria pode ser traduzido em tristeza.

Vamos entender melhor esse raciocínio. Existe um sitio que dista trezentos metros da residência de seu proprietário. Com a chegada do inverno a previsão é de que a cheia do rio impeça essa locomoção de apenas trezentos metros, transformando-a em um trajeto de três quilômetros.

Aí é que a nossa própria intuição pode decompor esse impasse. Hoje a caminhada é um dos exercícios físicos mais em moda. Se ingerirmos esse modo de vida estaríamos nos proporcionando uma melhora na saúde cardiovascular; no controle do peso; na redução do estresse e da ansiedade; no aumento da resistência; na melhora da função cognitiva e da saúde mental. Enfim, a caminhada, é um exercido físico acessível e poderoso, e se incorporada à nossa rotina pode trazer melhorias significativas para a qualidade de vida e longevidade.

“Pera í”, e o que isso tem a ver com a existência ou não da felicidade? Bem, então vamos pensar em conjunto. Pensando no nascimento de uma criança – imagine só o trabalho que uma criança dá. Para as mães. O pai é um capítulo à parte. Mas toda a mulher normal pensa em ter um filho.

No início ela não sabe do tanto que vai ter que abdicar. Mas o prazer de dar vida a uma vida que é só sua a faz esquecer de todos os benefícios sociais e de beleza que vai ter que abandonar. Pronto, este é o primeiro quadro da felicidade pois desde o primeiro momento em que a notícia se espalha, a FELICIDADE passa a coexistir dentro da família, entre as amizades, nos vizinhos. Pense em TRIGÊMEOS.

Um casal de Rhode Island, nos Estados Unidos, recebeu uma surpresa raríssima: a mãe, Rachel Vargas, deu à luz a QUADRIGÊMEAS idênticas. A gestação ocorreu de forma natural, sem tratamentos para fertilidade ou qualquer outra intervenção, o que é considerado extremamente raro. De acordo com especialistas, a chance é de uma gravidez a cada 11 milhões de casos.

Agora é que vem o mais interessante da história. Às vezes vemos pessoas com casa, carro, geladeira, emprego ou comércio, saúde, etc… vociferando com coisas ínfimas que não conseguem abalar em nada o seu ritmo de vida. No entanto isso é próprio do ser humano.

Observe bem. Você já viu um pedinte mal-humorado? Parece até que a natureza o dotou com esse dom, pois, mesmo na adversidade, não pode se dar ao luxo de pedir com mau humor. A gestação múltipla pode ser vista como fardo ou como milagre. A felicidade, nesse sentido, não é um engodo, mas uma lente: ela depende de como interpretamos o que nos acontece.

Talvez o segredo esteja em perceber que a felicidade não é ausência de problemas, mas a capacidade de dar sentido a eles. O rio que transborda, o corpo que se cansa, o filho que exige — tudo isso pode ser traduzido em tristeza ou em plenitude. A escolha é nossa. Sim! Com relação ao pai, ele é aquela força com que a mãe precisa contar, sem a qual essa criança terá mais dificuldades de se tornar um cidadão/dã completa.

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