
Por Santo Tito
Por ocasião de lançamento do livro biográfico A Botija: Flavio de Souza e o Sonho Encantado do Mandacaru, neste dezessete de agosto de dois mil e vinte e cinco este colunista, acompanhado pelo editor do Blog, fomos até Lagoa de Velhos para, na residência de uma das lendas vivas da intelectualidade Potiguar, entregar o convite da efeméride.
Além de concluir o nosso intento, também fazia parte da visita o prazer de contemporizar com uma belíssima prosa diante da lucidez biográfica de quem, no alto dos seus oitenta e nove anos de uma vida bem vivida, ainda muito tem de conhecimento para agregar.
Para começo de conversa, ao nos aproximarmos da sua residência, a caatinga circundante, que redesenha um quadro natural na chegada às suas terras, já disponibiliza um visual característico da zona rural nordestina que ele tanto adora. A arquitetura da sua morada se revela como como se fosse uma varinha de condão. Pois os aficionados por literatura de cordel, ao se deparar com aquela visão icônica, imediatamente seriam transportados para as folhas dessa expressão cultural tão popular no nordeste Brasileiro.
A alegria da sua recepção foi tão generosa e acolhedora que nos fez sentir muito maior do que somos. E ali pudemos ver o quão importante podemos ser na vida das pessoas quando elas mais precisam da nossa presença. Muito embora a recíproca é a esperança que podemos transmitir àqueles mais jovens, ainda em transição, como se a experiência fosse uma luz para quem ainda está em formação. Um copo vazio não mata a sede de quem tem sede. A uma imagem poderosa da necessidade precisa de ação concreta, não apenas de intenções.
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Os momentos aprazíveis que desfrutamos mutuamente fez com que aquele domingo que, na maioria das vezes é desperdiçado, fosse curtido com imenso prazer.
Talvez o mais interessante para o nosso leitor seria se ele pudesse ter noção sobre quem estamos escrevendo. É claro que a posição geográfica aludida ao município em questão, já seria suficiente para que uma pequena parcela tivesse descoberto. Mesmo assim o Dr. Woden Madruga, professor, colunista, agropecuarista não é um ser assim tão desconhecido.
A sua existência, a sua presença, a sua erudição são elementos que personificam a Lagoa de Velhos, fazendo com que uma simples citação nos leve a essa figura exponencial a quem sentimos prazer de referendar.
