ONU acusa Israel de atirar em ambulâncias e matar 15 profissionais de saúde em Gaza; corpos estavam em vala comum

G1 – Quinze corpos de profissionais de saúde que atuavam na Faixa de Gaza foram encontrados em uma vala comum por equipes das Nações Unidas e médicos, no domingo (30). O Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (UNOCHA) acusou Israel de atirar contra ambulâncias e matar os trabalhadores.

As Forças de Defesa de Israel admitiram o ataque, mas negaram que tenha sido uma ação “aleatória”. Segundo o porta-voz Nadav Shoshani, as tropas abriram fogo contra veículos “sem sirenes ou sinais de emergência” que avançaram de forma suspeita contra os soldados e que havia terroristas no grupo. Leia mais abaixo.

Segundo o chefe da UNOCHA para a Palestina, Jonathan Whittall, os profissionais foram mortos no dia 23 de março após irem até o local para um atendimento médico. Entre os trabalhadores estavam paramédicos do Crescente Vermelho Palestino e socorristas da Defesa Civil.

“Estamos os desenterrando ainda com seus uniformes, com as luvas nas mãos. Eles vieram para salvar vidas. Em vez disso, acabaram em uma vala comum”, afirmou.

A ONU divulgou um vídeo nas redes sociais mostrando os corpos sendo desenterrados. A gravação também mostra veículos sendo retirados em meio aos montes de areia. Segundo Whittall, cinco ambulâncias, além de um veículo da ONU e um caminhão dos bombeiros, foram “esmagados” e “descartados”.

Em um comunicado, o movimento da Cruz Vermelha afirmou que o caso representa o incidente mais mortal contra trabalhadores do Crescente Vermelho em qualquer lugar do mundo desde 2017. O órgão condenou o ataque e afirmou que um trabalhador continua desaparecido.

O secretário-geral da Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho, Jagan Chapagain, afirmou que os profissionais de saúde estavam devidamente identificados.

“Eles eram [trabalhadores] humanitários. Vestiam emblemas que deveriam protegê-los. Suas ambulâncias estavam claramente identificadas. Eles deveriam ter voltado para suas famílias, mas não voltaram”, disse.

[Continua no site]

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