A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) lançou na quarta-feira (22) a Campanha da Fraternidade 2023. O tema deste ano é “Fraternidade e Fome” e visa alertar a população brasileira sobre a situação das mais de 33 milhões de pessoas que vivem em insegurança alimentar no país, de acordo com dados de 2022 revelados pela Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar (Rede PENSSAN).
O tema da Campanha, que desde 1964 marca o início da Quaresma, tem como lema este ano o trecho bíblico de Mateus 14, 16: “Dai-lhes vós mesmos de comer!”.
Esta e a terceira vez que o tema da fome é tratado pela Campanha da Fraternidade. Segundo o bispo auxiliar do Rio de Janeiro e secretário-geral da CNBB, dom Joel Portella Amado, a escolha se deve ao fato de o Brasil ter retornado ao Mapa da Fome da ONU.
Durante o lançamento realizado na capela Nossa Senhora Aparecida, na sede da CNBB, em Brasília, foi transmitida uma mensagem do Papa Francisco direcionada aos brasileiros sobre o tema da fome.
“A fome é criminosa. A alimentação é um direito inalienável. A indicação dada por Jesus aos seus apóstolos “Dai-lhes vós mesmos de comer” é dirigida hoje mesmo a todos nós, seus discípulos, para que partilhemos o muito ou o pouco que temos com os nossos irmãos que nem sequer tem com o que saciar a própria fome”, traz trecho da mensagem de Francisco.
“É meu grande desejo que a reflexão sobre o tema da fome, proposta aos católicos brasileiros durante o tempo quaresmal que estamos vivendo, leve não somente a ações concretas – sem dúvida, necessárias – que venham de modo emergencial em auxílio dos irmãos mais necessitados, mas também gere em todos a consciência de que a partilha dos dons que o Senhor nos concede em sua bondade não pode restringir-se a um momento, a uma campanha, a algumas ações pontuais, mas deve ser uma atitude constante de todos nós, que nos compromete com Cristo presente em todo aquele que passa fome”, traz outra parte da mensagem de Francisco.
Do Blog: É vergonhoso que num país que é um dos maiores produtores de alimentos do mundo, no mínimo cerca de 33 milhões de pessoas não tenham o que comer diariamente. Essa realidade criminosa tem que mudar. Todos nós cristãos temos que contribuir concretamente para que essa triste realidade mude.
