
Por Santo Tito
O III “Esse Quilombo ocorreu neste final de semana em São Paulo do Potengi. O evento reuniu capoeristas do RN, Pernambuco, Bahia e Rio de Janeiro.
Neste final de semana, em especial o dia 02 de agosto de 2025, lá no ”Sitio Paulo Mariano”, aconteceu o encontro de mulheres capoeiristas com representantes vindas de vários estados o Brasil.
O III “Esse Quilombo” é o encontro anual de capoeira de angola realizado pelo Grupo de Estudos de Capoeira Angola Dona Cora entre os dias 1 e 3 de agosto, projeto do Quilombo Flor de Milho da cidade de Natal/RN, quilombo urbano reconhecido em 2025 como Ponto de Cultura. A programação cont0u com mestras e mestres do Pernambuco, Bahia e Rio de Janeiro e promoveu oficinas de capoeira angola, coro, samba de roda e festança regada à rabeca de Mateus França. Contou ainda com a presença do Grupo Arte no Sangue Capoeira da cidade de São Paulo do Potengi do mestre Chuveirinho que esteve presente com suas alunas e alunos.
O evento foi precedido pelo IV Pretas Gingas, evento de formação política que aconteceu na Casa Afropoty no dia 01 de agosto na cidade de Natal mobilizando os movimentos negros para tratar sobre a Marcha Nacional de Mulheres Negras de 2025 com o apoio do movimento Mulheres Negras Decidem.
O encontro não foi em vão, pois teve como pano de fundo a comemoração do exato dia em que Stephanie Campos Paiva Moreira veio ao mundo.
A capoeira é uma expressão cultural afro-brasileira que combina arte marcial, dança e música, surgindo como uma forma de resistência dos escravizados no Brasil.
Com o tempo, a capoeira evoluiu e se diversificou em duas principais vertentes: a capoeira Angola, que é mais tradicional e busca resgatar a herança africana, e a capoeira regional, que incorpora influências de outras artes marciais e é mais acrobática. A capoeira foi criminalizada até 1937, quando começou a ser reconhecida como um símbolo da identidade brasileira. Em 2014, a Roda de Capoeira foi declarada Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade pela UNESCO.
Nas Letras que dão vida a Magia da Roda de Capoeira capta-se lindamente a essência do jogo: uma dança-luta embalada por ritmos ancestrais e uma energia coletiva vibrante, marcada pelo som dos tambores, dos agogôs e berimbaus a roda de capoeira tem um frenesi contagiante.
As músicas são o coração da roda de capoeira. Elas ditam o ritmo, o estilo e até o espírito do jogo. A roda de capoeira é mais que um espaço físico — é um ritual coletivo:
Os capoeiristas entram em pares, jogando com movimentos fluidos e estratégicos.
A música e o canto criam uma atmosfera de transe e conexão.
O público participa com palmas e coro, intensificando a energia.
Foto abaixo: A aniversariante Stephanie com o Editor deste Blog.





