
No último dia dois de julho completou quatro anos que o ativista social, poeta, escritor, cantor, radialista, defensor ferrenho das causas dos menos favorecidos, sem vez e sem voz… Hugo Tavares Dutra, esposo de Dailva, pai de Luan e Cháui, partiu precocemente pra Casa do Pai.
Hugo, um Expeditiano convicto que sonhava e lutava pela construção de uma sociedade mais justa, mais fraterna e solidária. Seu último sonho, a construção do Canal Monsenhor Expedito, com cerca de 100 quilômetros de extensão contemplando 12 municípios trazendo água da Barragem do Açu até a Barragem Campo Grande no Potengi. Tavares já estava mobilizando a classe política e a sociedade organizada para concretizar o referido sonho.
Poeta nato escreveu dentre outros temas sempre em defesa das causas sociais, sobre seu amigo Monsenhor Expedito: “Monsenhor Expedito meu amigo meu irmão, seu exemplo de vida é uma grande lição”. Sobre São Paulo do Potengi (onde está sepultado), a cidade que ele adotou como sua terra natal: “Um rio cheio nos levando, um mato verde feito mar, um céu azul o sol beleza, cheiro de fulô no ar, uma vidinha sossegada, um ranchinho pra cuidar, uma cachaça com caju, um forrozinho pra nós dançar”. Num outro poema ele destaca a fibra do seu pensamento : “Meu sotaque é soberano, meu sotaque é de pedra e pó”.
Na manhã deste domingo, 7 de julho, na Matriz de São Paulo Apóstolo foi celebrada missa pelos quatro anos de vida eterna de Hugo.

