
Texto retirado da Página “Papista”, no Facebook
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Liturgia Dominical: Trigésimo Domingo do Tempo Comum – Ano C
Leituras:
– Eclo 35,15-17.20-22
– Salmo 34(33)
– 2Tm 4,6-8.16-18
– Lc 18,9-14
A Liturgia de hoje nos abre as Escrituras para a vivência do amor a Deus que é o amor ao próximo.
O nosso lamento em momentos de perseguição e injustiça não passa despercebido, diz o Sirácida na leitura do “livro da Igreja” (Eclesiástico). O ponto que ele ensina não é apenas sobre o sofrimento, mas sobre saber sofrer.
O homem bom sofre por amor a Deus. A verdadeira opressão é espiritual. A queda espiritual nos leva a permitir a servidão física, a escravidão do nosso próximo, e o abandono do irmão que mais precisa.
O Senhor sabe quem são Seus filhos e não os abandona. É o que cantamos no Salmo. Os pobres são os irmãos abandonados por nós, mas nunca por Deus. A justiça do Senhor nos visitará conforme nossas obras de amor.
O Senhor nos dá forças para continuar, diz São Paulo na segunda leitura. A verdadeira libertação, mostra o apóstolo, não é física, mas espiritual. Se vivermos a justiça de Deus na terra, mesmo abandonados pelo nosso próximo, o Senhor nos levará para perto de Si.
O pecado do orgulho é nosso grande inimigo, ensina o Senhor no Evangelho. Podemos nos encastelar em nossas conquistas ou mesmo acabar nos orgulhando do bem que fazemos.
O certo, diz o Senhor, é nos humilhar. A expressão grega vem de “tapeinóo”(ταπεινόω), que significa algo como ‘depreciar’, ‘rebaixar’, ou mesmo ‘nivelar’. Ou seja, o Senhor não nos quer passando degradação, mas que saibamos quem somos: pecadores que precisam do Pai para ser felizes.
Somos todos iguais em pelo menos duas condições: todos somos pecadores e todos somos filhos de Deus. Dizem que o cristianismo é um mendigo ajudando outro mendigo a encontra pão. É uma boa analogia. Todos precisamos nos ajudar a encontrar o Senhor, o Pão da Vida. Essa é a nossa missão e por ela seremos julgados.
Em Cristo, entregue à proteção da Virgem Maria,
um Papista
