Porque hoje é domingo e estamos em tempos de política, resolvemos postar algo com o qual pudéssemos refletir sobre a maneira como se dão as relações nessas épocas, que vivenciamos de dois em dois anos.
Por isso, é muito importante salientar que para fazermos uma boa escolha no dia da votação, não podemos olhar só para esses últimos três meses que a antecederão, mas fazer toda uma análise histórica dos candidatos disponíveis e de suas respectivas ações para o melhoramento da nossa sociedade. Afinal, nós eleitores não estamos aqui para passar 3 anos e meio sem pensar, sem refletir, e na hora da campanha nos vender. Já dizia o sábio Monsenhor Expedito: “Voto não se compra. Consciência não se vende.”
Para tanto, achamos por bem proporcionar aos nosso leitores uma boa reflexão, por meio da Fábula da Formiga Errante, escrita por nosso amigo Hugo Tavares, que além de poeta é pedagogo, pós-graduado em História do Nordeste e funcionário do IBGE.
Por Silvério Filho
Fábula da Formiga Errante
Uma formiga viveu
e viveu só trabalhando.
Morreu e ficou vagando,
num sofrimento danado.
Só por um pecado seu.
Só porque não descansou,
quando se deu feriado.
É assim, é assim mesmo.
Cada um tem seu pecado.
Mesmo um pequeno erro,
faz o réu ser condenado.
Eu vou voar, avoar de avião.
Sem tirar os pés do chão
e assim, vou antenado.
E você que me escuta,
faça um favor e diga,
que aqui não tem formiga,
pra viver só trabalhando.
Trabalhando, trabalhando,
trabalhando, trabalhando,
sem querer e sem pensar.
Eu não vou ficar calado.
Meu canto destabocado
vem dos cafundós do eu.
Se você votar errado,
todo mundo sai ferrado,
pagando pecado seu.
