“É o povo das feiras, o povo das procissões e romarias, o povo que enche nossas igrejas, o povo de Deus, o povo que é discriminado, negro ou índio, mas que é possuidor de um potencial espiritual invejável e percebe as coisas de Deus. Sem excluir ninguém é o povo que eu quero bem, o povo de mulher séria e homem trabalhador, que se levanta no piar dos passarinhos e vai até o sol se pôr para não faltar o pão de cada dia, sem tirar o pensamento no Pai Verdadeiro. O povo cuja cultura aprecio e incentivo: violeiro, emboladores de coco, boi de reis, João Redondo, onde o mais fraco sempre sai vitorioso, revelando o desejo incontido de mudar sua situação e miséria”.
Monsenhor Expedito, no livro “Pelos Caminhos do Potengi”, pag. 54.
Sobre os protestos que tomam conta do país.
Será que esse povo que tanto Monsenhor Expedito falava e amava, colocadas as devidas proporções, não é o mesmo povo que está nas ruas do nosso país, protestando contra os desmandos dos Poderes Constituídos, cobrando respeito e mudanças que gerem cidadania e melhoria de qualidade de vida para todos? Especialmente para os milhões de desfavorecidos, sem vez e sem voz?
