O povo brasileiro acordou

Silvério Alves

A nação brasileira, cansada com o descaso dos Poderes Constituídos para com as necessidades básicas da sua população (melhor saúde, educação, segurança, emprego com salário justo…), pelo menos ao que parece, acordou de um sono profundo e secular. A demonstração desse despertar teve início recentemente em Natal, quando centenas de jovens estudantes, mobilizados pelas redes sociais, saíram às ruas da cidade dos Reis Magos para protestar contra o aumento das passagens dos transportes coletivos. O movimento se espalhou pelo país inteiro e hoje já são milhares de pessoas, percorrendo as ruas dos mais diferentes recantos da nossa nação, cobrando o fim da corrupção desenfreada contra o Patrimônio Público e mudanças para melhor da parte dos governantes em favor dos brasileiros. 

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Milhares de pessoas na manifestação em Natal

Os protestos pacíficos são legítimos, democráticos, portanto um direito soberano de todos os cidadãos, merecendo o devido respeito de quem quer que seja. Como dizia Ulisses Guimarães, “as vozes roucas das ruas” estão fazendo o Brasil acordar, tremer. Vozes que urgentemente precisam ser escutadas e atendidas pela elite política e econômica desse gigante continental. Elite dominante que há séculos vem fazendo ouvidos moucos para os anseios e os reclamos do nosso povo, especialmente dos menos favorecidos.

Por outro lado vale dizer que os protestos que estão sacudindo a “Terra de Santa Cruz”. Como já falamos, quando pacíficos, têm legitimidade e merecem ser apoiados. Agora o vandalismo, a depredação, os saques… praticados por uma minoria anárquica, baderneira, violenta e radical, precisam ser coibidas rigorosamente na forma da Lei, pois são atitudes condenáveis que só servem para denegrir e enlamear a verdadeira Democracia e a Dignidade Humana.

É preciso que se diga também que se faz necessário observar e repudiar aqueles que por um motivo ou por outro, de maneira hipócrita, demagógica e oportunista, pretendam tirar proveito político ou de outra espécie da situação.  Principalmente da parte de quem por ventura até pouco tempo esteve no exercício do poder e praticamente não fez nada para mudar a realidade em que estamos vivendo.

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