Texto de José Ferreira, escritor, nosso amigo e colaborador deste blog
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| Este blogueiro, ao lado do seu pai, Pedro Raimundo |
Ser pai não é uma Fatalidade, mas uma Vocação. Tudo parece indicar que há homens que têm mais a Vocação de esposos do que de pais. Outros, ao contrário, não constroem companheirismo com a mulher. Apropriam-se dos filhos, “sequestram” os filhos que as mulheres colocam no Mundo. Normal que ao ingressar, na senda da vida conjugal, o rapaz procure tomar consciência de que se abre ao Mistério e ao Ministério da Paternidade. Aquele que toma a decisão de ser pai, não pode esquecer que o Deus Altíssimo gosta de ser chamado de Pai. A Missão/Vocação dos pais está, pois, intimamente ligada à adorável figura de Deus-Pai. Nossos tempos, mais do que outros, exigem a presença masculina, na vida dos filhos. Na medida em que as crianças sentem a presença firme, forte, amiga e fiel do pai, em suas vidas, poderão crescer, talvez, mais facilmente como pessoas, sem traumas, sem dilaceramentos interiores. Os pais devem ser amigos dos filhos e essa amizade deverá ser conquistada, através dos anos e de muitos modos: dando-lhes carinho, desde pequenos, ouvindo-lhes atentamente os preitos e reivindicações, prestando atenção às suas carências, fazendo-se presentes, em suas dificuldades.
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| Silvério pai e Silvério Filho |
Os filhos esperam e, com toda razão, que seus pais sejam companheiros carinhosos de suas mães. A estabilidade do casal é fundamental para o crescimento sadio e constante da personalidade dos filhos. Cenas de violência e de embriaguez magoam e arranham o Presente e o Futuro dos filhos. É importante que os rapazes em preparação para o Casamento, tenham clareza a respeito dessa grande responsabilidade. Homem algum tem o direito de colocar filhos no Mundo e esquecer-se da bela e nobre responsabilidade de ser pai. Ser pai é arte complexa e missão delicada. Sabemos que não é fácil o exercício da paternidade responsável. Sabemos, também, que ninguém é chamado a uma vocação se não sentir, por ela, uma atração. Deus não obriga nem força ninguém! Que cada pai, feliz e esperançoso, jubilosamente, apresente o seu Filho a Deus, pedindo-Lhe Bênção, Luz e Sabedoria para guiá-lo, nos caminhos retilíneos da vida.


