
Na segunda quinzena do mês de agosto, em Recife, durante reunião da Comissão Pastoral Regional, do Nordeste 2, da CNBB, o arcebispo metropolitano de Natal, Dom Jaime Vieira Rocha, vai apresentar proposta de visita dos bispos nordestinos as obras do Rio São Francisco. “Queremos realizar essa visita, para ver, de perto, o andamento das obras e a real situação do Rio São Francisco. Será um gesto concreto do episcopado em atenção ao povo de Deus e à questão hídrica”, explica Dom Jaime.
A visita às obras de transposição foi o primeiro assunto tratado na reunião do Arcebispo de Natal, com representantes da Articulação do Semiárido Brasileiro (Asa Brasil e Asa Potiguar) e do Ministério do Meio Ambiente (MMA), na manhã de ontem, no Centro Pastoral Pio X (subsolo da Catedral Metropolitana de Natal), e foi consequência do Seminário “Nordeste, 60 anos depois: mudanças e permanências”, promovido pela Arquidiocese de Natal, no final do mês de maio.
Com vistas à visita, foi iniciada a interlocução da Igreja junto à secretaria de extrativismo e de desertificação do Ministério do Meio Ambiente, cujos representantes estavam na reunião. Durante o encontro, além de tratar da possibilidade de uma visita dos bispos do Nordeste, às obras de transposição, o arcebispo discutiu a crise hídrica do semiárido, especialmente do Rio Grande do Norte, que possui 10 municípios com o abastecimento de água em colapso e 23 cidades em situação crítica ou de risco.
Defendendo a humanização do Projeto de Integração do Rio São Francisco, o arcebispo disse que a transposição “é um projeto encarecido, postergado e cheio de polêmicas”, mas seria “lamentável e inadmissível abandoná-lo”. “Temos que zelar para que ele não se transforme num projeto entregue à própria sorte”, afirma o arcebispo.
