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| Silvério, meu pai, e Pedro, meu avô |
Por Silvério Filho, um filho e neto de sorte
Entre o neto que foste e o avô que serás, que pai terás sido?”, indagava José Saramago, exaltando a importância da paternidade.
Deus, por sua vez, não indiferentemente, apresentou-se como pai que, no exercício de sua função, educava seus filhos com o amor e a autoridade necessária para que neles reluzisse a luz da Sua Face. Outorgou, assim, à paternidade o status de ícone do amor divino: cabe ao pai amar, educar e repreender o seu filho nos moldes em que Deus o fez.
Nesta perspectiva, eu, particularmente, tenho a sorte de ter um pai e mentor que me educou para a sabedoria, sob as noções de respeito e empatia pelo próximo.
Tenho a sorte de ter um pai professor, tanto no sentido literal quanto no poético, que me mostrou a importância dos estudos como também do aprendizado que a nós é trazido pela vida quotidiana.
Tive a sorte de ter um pai que me emprestou seus olhos, no início da minha vida, para que com eles eu pudesse ver o mundo, ao passo que, pouco a pouco, ensinava-me a usar os meus próprios.
Tive um pai, portanto, que cumpre, diariamente, a sua função, sendo ícone do amor e da missão divina a ele atribuída. Obrigado, meu pai!
Aos meus pais-avôs
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| Meus avós Binha e Zé Paulo, com a neta Laura |
Tivemos a infelicidade de perder num mesmo ano dois grandes pais: Pedro Raimundo (pai do meu pai) e Zé Paulo (pai da minha mãe). Uma tristeza imensa, que nos afeta sob a forma de saudade.
Alegra-nos, porém, a certeza no cumprimento da promessa que o Pai Maior fez por meio de seu Diletíssimo Filho: a da Vida Eterna, onde nos veremos novamente.
Até lá, enquanto aqui permanecemos, que seja dada a eles a gratidão merecida pelo trabalho prestado neste primeiro estágio da vida, a todos os seus numerosos filhos e netos. A eles a nossa lembrança, o nosso amor, o nosso agradecimento e a nossa homenagem.


