Lagoa Salgada abre a Caprifeira no Recanto das Águas

Por Santo Tito

Nesta sexta, dia primeiro de maio de 2026, Dia do Trabalhador, chegando na praia da Barragem Campo Grande para apreciar o seu espelho d´água, fomos agraciados com a presença de um grupo bastante alegre, eufórico mesmo, egressos da cidade de Lagoa Salgada (RN). Como de costume, escolhemos um local apropriado, tiramos a camisa, pois estávamos na praia, e solicitamos uma caipirinha e um caldo de peixe. Naquele momento estávamos prevenidos com uma vasilha contendo uma determinada quantidade de imbus.
Solitário. Apenas pelo prazer de apreciar a natureza, ali ficamos até que num determinado momento, em uma daquelas idas e vindas do garçom, eis que alguém da mesa ao lado suspeitou que o tira gosto que estava sendo consumido na mesa em que estávamos sentado era imbu. Não tardou para que a solicitação chegasse. Naturalmente que, para qualquer nordestino nato, outra fruta igual a ela não existe. E o pedido veio através do garçom. Assim que aquiescemos, o reconhecimento foi imediato. “Esse aí é o escritor do livro do Parque Mandacaru”.
O sobressalto foi unânime. Todos se viraram e olharam para ver quem era a “peça”. Enquanto isso a vasilha ia para a mesa onde existiam mais de dez integrantes e voltava vazia. Foi quando falamos para o garçom que dissesse a eles que não foram muito gentis quando ao devolver a vasilha, pelo menos isso, sem absolutamente nada do seu conteúdo, deixaram o senhor seu dono sem tira-gosto. O garçom, bastante esperto, fez ouvido de mercador, deu meia volta e foi embora.
Chegada a hora do colunista debandar já teria um artigo rebuscado. Só precisava de uma foto com a qual o grupo aquiesceu plenamente. Enquanto retocavam suas maquiagens, fizemos uma pergunta ao personagem do grupo que estava mais próximo a nós: pelo reconhecimento acima pautado – “Vocês são de Lagoa de Velhos (RN)?” – Não, somos de Lagoa Salgada (RN). A segunda pergunta é empírica, lógica”: “Como é que vocês vieram parar aqui?” No contraponto ele respondeu de uma maneira bastante sugestiva. Ainda não sabemos se era de sua própria autoria ou tinha inspiração naqueles que fazem um aceno de positivo para tudo o que é gerado como uma ”sugestão” da amada esposa. A sua argumentação foi sensacional, vejam: Hoje, pela manhã, minha esposa acordou e, do nada, disse “Vamos para São Paulo do Potengi”, ponto, “se fini”. E o marido respondeu: “Mas…” e não foi adiante pela impossibilidade de haver uma mudança de planejamento. Já estava tudo definido com a esposa do outro. A tropa entrou em forma e tome-lhe estrada. Naquele Dia do Trabalhador, os trabalhadores não estavam trabalhando. Mas, para felicidade deles, o Recanto das Águas estava aberto, onde o draconiano do seu proprietário, semi-dormindo numa rede, duzentos quilos de massa bruta, com o celular na mão ditava as ordens, só se levantando quando era para receber a conta.
Assim sendo, como todos que nos conhecem, é notório que jamais deixaríamos de homenagear uma visita tão graciosa como a que esses visitantes, na sua contagiante alegria, proporcionaram à São Paulo do Potengi (RN). Inicialmente os confundimos como moradores da Irmã gêmea lagoa de Velhos (RN), isso no que concerne ao turismo, sendo lá o Parque Mandacaru e aqui a Barragem Campo. De tudo, o que restou foi a leveza de como que eles estavam adorando o passeio em família. E é assim. O turismo existe para aquecer a economia, mas também para alegrar o turista e, com ternura e elegância, lhe proporcionar momentos agradáveis e descontraídos

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