
Foto acima: Iraídes com Santo Tito, na tarde do lançamento do livro de Iraídes: “Trajetória de uma vida repleta de lutas e vitórias 1945 – 2025” no CLR de São Paulo do Potengi.
Por Santo Tito
Iraides, ao iniciar esse “meu” monólogo incorri num pequeno equívoco – errei teu nome. Mas, entretanto, todavia, contudo, sei que não vais estranhar, inclusive acho até que tu já estás rindo. A nossa conversa é “de mim pá tu”. Veja bem, aqui em São Paulo do Potengi tanto eu como tu somos conhecidos como aparatos sociais um pouco discrepantes da realidade convencional – uma observação: se deres a alguém para ler essa “minha” resenha, peça que a leia com certa parcimônia, pois o português é muito eclético e, por vezes, ele tem aquelas “pegadinhas” que preocupam.
- Agora indo de encontro a tua sessão de autógrafos, eu diria que, conforme um determinado pensador, a vida de um terráqueo só estará socialmente completa após três gestos que atravessam o tempo e dão ao ser humano a sua marca no mundo: Plantar uma árvore, ter um filho e escrever um livro. Tu perpetuaste esse ciclo maravilho. Eu acho!
“A árvore é o pacto silencioso com a terra: raízes que se aprofundam, folhas que se erguem, sombra que acolhe. O filho é uma combinação com o futuro: olhos que refletem esperança, passos que reinventam caminhos, vida que se prolonga além da nossa. O livro é o pacto com a memória: palavras que se libertam, ideias que se multiplicam, histórias que se eternizam. E assim, entre raízes, risos e páginas, o humano se completa. Não pela posse, mas pelo legado. Não pelo instante, mas pela continuidade. Pois cada árvore é promessa, cada filho é horizonte, cada livro é testemunho.” - Este teu livro/biografia nasce para celebrar esses ritos — sementes, vidas e palavras — que fazem da existência não apenas passagem, mas permanência.
- Algumas divergências nos afastam um do outro quanto a forma e o conteúdo das nossas obras literárias. Porém o que escreveste é algo que esteve sempre contigo no teu convívio diário, facilitando a tua digressão para divagar diante da tua produção. No meu caso fui apenas mais um indutor, um “escrevedor’’ que, com um bom conhecimento gramatical, apenas transcrevi para o papel aquilo que me foi dito e pedido, estando a séculos de ser um escritor.
